quinta-feira, 10 de novembro de 2005

filosofia de rua

Tô meio sem tempo pra escrever,
mas não posso deixar o espaço morrer...

Stab
Composição: Marcelo D2/B Negão

Eu me apresento em alto e bom som, para que todos possam ouvir.Cara sagaz e cascudo, direto do Andaraí. Eu vou do M para o A, para o R, para o C, para o E, para o L, para o O, espaço, D, 2: sempre representando o hip-hop. Não tem Faustão nem Gugu eu sou o primeiro do Ibope. Revolução eu vou fazer de maneira diferente: tiro o ódio docoração e tento usar mais a mente. Botam barreiras no caminho, mas sou persistente. Posso cair, mas me levanto e sigo em frente. Seguro a bronca, dou um 2 e mantenho a calma. Se eu vacilar, um filho da puta rouba a minha alma. Entra Fernando e sai Fernando e quem paga é o povo, que pela falta de cultura vota nele de novo. E paga caro, com corpo e calma, e entrega nas mãos de um pastor, pra ver se salva. Com a barriga vazia não conseguem pensar. Eu peço proteção a Deus e ao Oxalá. De infantaria que eu sou e estou na linha de frente. Rio de Janeiro, fim de século, a chapa táquente! Vários irmãos se recolhem, vão em frente. Vários também escravizam sua mente. Eu sei bem, quebro a corrente, e onde passo planto a minha semente. Gafanhotos nunca tomam de quem tem predadores, senhores que mentem. Esperem sentados a rendição. Nossa vitória não será por acidente. O som tá rimando na batida, é só prá quem pode. Corpo fechado, rima acesa, cumpadi, ninguém me fode. O bongo bate forte, só escapa quem tem sorte. Misturo hip-hop com samba da zona norte. Tão impressionante quanto o bigbob rodando, não deixo queimar o meu, firme, eu estou sempre me valorizando. Revolução? Quem sabe faz na hora e fica antenado. Nem tudo o que reluz é ouro, nem televisionado. Eu estou aqui de passagem, mas não vim a passeio. De círculos em círculos percorro o meu caminho sem receio. O meu discurso tem recheio. Acerto em cheio e creio que o nosso destino final é estar em paz no seio do universo, campo de visão aberto. Minha serenidade eu conserto e converso com meus netos, como preto velho que sou, sei de onde vim e sei pra onde vou. Na moral! Com papel e caneta te forneço o material prá feitura do seu alvará de soltura espiritual. Não cesse suas preces. Pensamentos negativos são como fezes: infestam todo o lugar, à procura de alguém que os considere e preze. Por isso desconfie e os descarte do seu leque. Siga para o alto, ao som hipnótico do stab! Eu levo a vida e não sou levado por ela. Quero ver quando crescer, não me deixe enlouquecer, só você sabe o que é melhor para você. Eu levo o pack e vou em frente na parada, não sou controlado e tou com a mão lavada. Sigo o meu caminho e tranco ele sozinho. Eu mato a cobra e ainda dou bico no ninho. Vários irmãos se recolhem, vão em frente. Vários também escravizam sua mente. Eu sei bem, quebro a corrente, e onde passo planto a minha semente. Gafanhotos nunca tomam de quem tem predadores, senhores que mentem. Esperem sentados a rendição. Nossa vitória não será por acidente.

***

Um comentário:

Vitor D2 disse...

Porra... tive que comentar... essa música eh o bicho meoo... mt foda...
nao sei pq nao tem comments nela...
vlw por disponibilizar a letra...
e siga para o alto.... ao som hipnotico do Stab ;)