quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Antropofagia: “O instinto Caraíba.”

Tudo que estiver entre aspas nesse post você pode encontrar no Manifesto Antropófago, escrito por Oswald de Andrade em 1928. Ignorante que sou, ainda não conhecia, e se você também não conhece, deveria conhecer!

“Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.”

“Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.”

“Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem.”

“Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo.”

“Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.”

“Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade”.

“A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modus vivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.”

“A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça!”

Visite: http://www.antropofagia.com.br/antropofagia/pt/index.html

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