sexta-feira, 10 de março de 2006

Copiar livro é direito


Campo de batalha: privado versus público. Direito autoral de um lado. Direito de acesso ao conhecimento de outro. Entre eles um muro: o dinheiro.
Os estudantes universitários estão vivendo os dramas desse dilema. No Brasil, copiar trechos de livros é crime. Se já não bastasse a confusão que os professores criam com suas pastas de textos, agora a lei proíbe as pastas. Editoras processam até centros acadêmicos que possuem máquinas copiadoras. Somos um país atrasado, sem dúvidas. Qual o aluno que tem grana pra bancar faculdade, transporte, alimentação e bibliografia completa? Sabe-se lá quanto eu já não teria gasto se precisasse comprar os livros utilizados durante todo o curso, sendo que são necessários apenas alguns trechos de muitos deles. Os senhores que alimentam esse abuso sofrem da ignorância que os livros podem ajudar a eliminar. O estudante, tendo acesso a esses trechos, pode adquirir apenas as obras originais que mais lhe interessarem. Se não tiverem esse contato, com certeza não comprarão depois, pois não vão nem as conhecer. O conhecimento não é mercadoria; não deve ser negado. Há um movimento contra isso e também um manifesto que diz: “Não se brinca com o acesso à cultura, ao conhecimento e à informação. O interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado. Especialmente quando se verifica a miséria sócio-econômica e cultural do Brasil, que dificulta o acesso à educação e à cultura para grande parte da população. São poucos os brasileiros que têm acesso ao meio universitário. E são exatamente esses poucos que são afetados pela política de terror deflagrada por parte destas editoras. Se nem no âmbito universitário se pode ter acesso adequado aos textos básicos de aprendizado e pesquisa, em que âmbito então se dará esse acesso?”

Leia o manifesto inteiro (e pode fazer cópias!):
http://www.dagv.org.br/496,2534,bc4a8adaf1694e3.html


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