segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Byron (1788-1824)

“O mundo não amei”
(Indicado por Juliana,
uma amiga espiana)
O mundo não amei, nem ele amou-me.
Nunca adulei seu hábito corrupto,
nem a seus ídolos ajoelhei submisso.
Na minha face não cunhei sorrisos,
jamais gritei pra prestar culto a um eco;
Na turba, ninguém dela julgar-me-ia.
No meio deles, mas sem ser um deles,
as minhas opiniões suas não eram,
e hoje ainda fora assim, se eu não limasse
minha razão havendo-a subjugado.
O mundo não amei, nem ele amou-me,
mas leais inimigos separamo-nos,
Creio, bem que o contrário tenha achado,
que ainda há palavras que denotam coisas,
que há esperanças, qu´enganar não querem,
que há virtudes piedosas, que não armam
laços aos fracos: também creio ainda
que há quem sincero sinta os males de outrem,
que um ou dois quase são quanto parecem,
que a bondade não é somente um nome,
e que não é a felicidade um sonho.
***

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