segunda-feira, 24 de março de 2008

Um duro golpe contra as Ciências Humanas*

*Segue trecho de informativo divulgado pelo Coletivo de Professores de Filosofia, Sociologia e Psicologia da APEOESP
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EXCLUSÃO DE SOCIOLOGIA E PSICOLOGIA DO ENSINO E REDUÇÃO DAS AULAS DE FILOSOFIA

Neste começo de ano o governo Serra/Maria Helena, deu um golpe duríssimo nas Ciências Humanas, ao excluir da grade curricular as disciplinas de Sociologia e Psicologia e ao reduzir as aulas de Filosofia. Este ato provocou o desemprego imediato de cerca de mil e duzentos professores, sem contar os efetivos que ficaram adidos sofrendo em conseqüência redução salariais.

Em reuniões com entidades a Coordenadora de Currículo Maria Inez Fini, afirmou que deverá realizar uma conferência sobre currículo ainda no primeiro semestre e que na área de humanas, só é possível entrar uma disciplina se for excluída outra, o que expressa a política desse governo de colocar professor para brigar com professor o que em nossa opinião é um grande absurdo.

Como resposta a esta atitude deste governo neoliberal, durante esse ano iremos redobrar os esforços na luta pela obrigatoriedade da Sociologia e da Filosofia e pelo retorno da Psicologia à matriz curricular, pois entendemos que a conquista da obrigatoriedade em nível nacional não pode ser ignorada pelo governo do Estado de São Paulo. A obrigatoriedade da Filosofia, da Sociologia e da Psicologia, possibilita o desenvolvimento de um trabalho pedagógico, que potencializa o instrumental crítico dos alunos, visando a sua formação plena na perspectiva destes tornarem-se cidadãos ativos com ação consciente na vida social do país, voltada para a superação da realidade vigente.
IX Encontro de Filósofos, Sociólogos e Psicólogos será no dia 29 de Março
Na reunião do Coletivo realizada no dia 10 de março, vinte e sete professores presentes decidiram pela realização do IX Encontro no dia 29 de março, para podermos potencializar a luta em São Paulo, tanto do ponto de vista organizativo, como do ponto de vista da mobilização. Nesse encontro teremos como tema: "Os avanços e Retrocessos na Luta pelo Ensino de Filosofia, Sociologia e Psicologia Brasil e no Estado de São Paulo", Concepção de Escola, Currículo e Ensino Médio. O Encontro será na Casa do Professor (rua Bento Freitas, 71 - prox. ao largo do Arouche) das 9 às 17 horas.

O encontro deverá também aprovar um plano de lutas com objetivo de realizar atividades de mobilização pelo retorno destas matérias à matriz curricular das escolas paulistas.

Aos sindicatos dos professores, funcionários de escolas, gestores (junto aos setores organizados) e progressistas do Estado, urge a reorganização dos Fóruns em defesa da escola pública, com a seguinte pauta:

1 - Por uma escola pública de qualidade para os filhos da classe trabalhadora.

2 - Atualização/elaboração do um Plano Estadual de Educação, com a participação dos setores organizados, retomando a autonomia e democracia participativa dos fóruns em defesa da escola pública paulista: resgatar os acúmulos dos CONEDs;

3 - Reforma do Ensino, em especial do nível médio, que carece de uma visão mais orgânica, que articule formação geral, clássica, humanística, crítica, com o profissional e técnico, oferecido com qualidade para todos – sem cursos aligeirados, semi-presenciais, tele-aulas, que enriquecem os parceiros privados e não formam o estudante com a qualidade necessária. O ensino e o conteúdo devem relacionar-se com o trabalho e a formação, mas sem reduzir-se a este, como simples "competências e habilidades". Por uma educação emancipadora, crítica, que vá além do interesse do capital, da inclusão acrítica dos estudantes no mercado excludente;
4 - Reforma curricular, que amplie a carga horária, a formação dos estudantes com conhecimentos, mais do que competências e habilidades, mas que garantam a formação profissional e propedêutica, com o acesso dos estudantes a conhecimentos de Sociologia, Psicologia, entre outros.
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Um comentário:

BRUNO disse...

Reforma neoliberal não; sem entrar no mérito do que seja neoliberalismo.

O que se faz com a EDUCAÇÃO no Brasil é algo anti-humano, no senso humanista. É o espetáculo da boçalidade.

Até quando sustentaremos governos e governantes aquém das mínimas espectativas do que seja trabalhar para o BEM COMUM, pela RES PUBLICA, pela Nação?

Sdçs

BRUNO