quinta-feira, 15 de maio de 2008

Educomunicação

Há muita controvérsia na discussão sobre a utilização das tecnologias na educação. há tempos atrás, já publicamos algumas coisas sobre o tema. Quero chamar a atenção agora para uma reflexão, publicada na Folha de São Paulo em 13/04/08, na coluna escrita por Gilberto Dimenstein (ver abaixo: Comunicadores do Futuro), com exemplos de ações de Educomunicação, que é a utilização dos meios de comunicação na prática de ensino (ou seja, neste caso trata-se de tecnologias com um fim específico).

A partir dos resultados de encontro realizado em São Paulo pela UNICEF no começo de abril deste ano, com adolescentes de cinco capitais (três do sudeste e duas do nordeste), que contaram suas experiências como comunicadores experimentais, Dimenstein traz a tona pontos importantes a serem pensados, que dizem respeito sobre (1) a estrutura das escolas e (2) ao interesse dos alunos - pontos estes que estão inteiramente relacionados.

1. Se por um lado, a precária estrutura das insitutições públicas de ensino colocam limites ao aprendizado, sendo foco de muitas reivindicações de professores, pais, estudantes e demais atores ligados à educação; por outro, o acesso à tecnologia não é, por si só, suficiente para promover o aprimoramento do ensino. Exemplo disso é a baixíssima freqüência dos estudantes à biblioteca de suas escolas.

2. O aspecto modificador do interesse e participação dos estudantes no conteúdo ensinado tem a ver, antes do acesso a recursos tecnológicos, com a tradução das informações trabalhadas para o cotidiano destes estudantes. A partir daí, sim, os recursos tecnológicos e, mais especificamente, os recursos de comunicação, podem ser facilitadores deste processo, uma vez que são mais interessasntes a primeira vista.

O encontro em São Paulo teve o objetivo de lançar oficialmente um programa experimental de utilização de recursos da mídia pelos jovens para investigar e divulgar suas comunidades. A idéia central é a promoção da comunicação e do trabalho coletivo, isto é, da construção, pelos próprios estudantes, de capital social. Trata-se portanto de uma rede de conhecimento e ação.

Segundo Dimenstein, as falas dos jovens participantes durante o encontro revelaram que o conhecimento da realidade local e a possibilidade de transformar essa realidade torna o aprendizado das disciplinas escolares muito mais atraente, uma vez que há a real descoberta de sua utilidade no dia-a-dia.

Há várias iniciativas educacionais que caminham nesta direção. A escola, através de seus profissionais, não podem perder a oportunidade de melhorar a qualidade do ensino. O acesso a esta rede está, sim, ao alcance de todos.
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Matérias e experiências (basta clicar no título):

- DIMENSTEIN, Gilberto. "Comunicadores do Futuro". site jornalismo comunitário, 13/04/2008 (a data se refere a publicação no jornal, não no site)
- __________________. "Experiências que utilizam a educação por meio da comunicação". site jornalismo comunitário, 30/03/2007

- Oficina de Blogs - Projeto Identidade em Rede.

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