segunda-feira, 25 de maio de 2009

Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

por Júlio Canuto

Vejam só como são as coisas. A dica abaixo veio da amiga Stella Maia, que mora na França. Agora estou repassando a todos, principalmente aos cariocas.


A Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC - irá realizar durante os próximos seis meses, em sua sede no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, o Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria. Segundo o site da ABLC:
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Serão doze encontros literários, durante seis meses, nos segundos e quartos sábados do mês, com entrada gratuita, a serem conduzidos por poetas convidados, alternando um cordelista e um cantador, selecionados entre nomes importantes do universo do cordel, através da rede de contatos da ABLC. Esses encontros se organizam no formato de aula-espetáculo: 6 encontros mensais com poetas cordelistas e 6 encontros mensais com poetas cantadores.
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O evento é gratuito e seu objetivo é "difundir o cordel, levando à reflexão e ao debate, discutindo caracteríticas, temas e abordagens, resgatando e apresentando ao público algumas de suas obras mais notórias, além de fomentar a produção e o surgimento de novos poetas e leitores".
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Veja a programação clicando AQUI, no blog criado pela ABLC sobre o evento.
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Para quem não sabe sobre a origem do cordel, o site da ABLC conta que na época dos povos conquistadores greco-romanos, fenícios, cartagineses, saxões, etc, a literatura de cordel já existia, tendo chegado à Península Ibérica (Portugal e Espanha) por volta do século XVI. Na Península a literatura de cordel recebeu os nomes de "pliegos sueltos" (Espanha) e "folhas soltas" ou "volantes" (Portugal).
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Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste.
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No Brasil, os cordelistas tratam dos mais variados assuntos. Desde casos folclóricos, passando por política, migração, história, atualidades etc.
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Dizem que seu nome no Brasil (cordel) vem da forma como eram vendidos nas feiras-livres: em barbantes.
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2 comentários:

Clau disse...

Eu adoro cordel!! Você podia lançar um desafio de repente virtual. Não sei como seria, mas que seria legal, seria...rs

PuLa O mUrO disse...

Seria uma boa, mas quem se arriscaria? Vc?