domingo, 29 de agosto de 2010

Como educar?

por Júlio Canuto
contribuição de Regiane Santana.
O programa Globo Rural deste domingo, 29.08.2010, exibiu matéria sobre a educação de três meninos nas veredas de Minas Gerais. Durante a visita a região para gravação de matéria relacionada ao escritor Guimarães Rosa, a equipe de reportagem cruzou com estes meninos e foram conhecer seus pais.

Numa época em que a educação tem sido debatida e há inúmeras regras sobre o que os pais podem e não podem, levados a exaustão por parte dos "ECAchatos", que foram criados e formaram sua consciência crítica sob a forma de educação familiar que tanto criticam, a matéria mostra como a permanência de costumes antigos e simples podem, sim, serem benéficos para a formação da criança.

Nada contra leis que protejam as crianças e exijam que elas tenham seus direitos respeitados. Tudo isso é louvável. Creio até que as "cartilhas" do ECA que são distribuidas nas escolas deveriam extrapolar este espaço, para que todos tenham acesso a estas informações. No entanto, a matéria mostra que a regra primordial de convivência entre pais e filhos é o respeito. Respeito este que é, sim, reconhecimento da autoridade em determinados assuntos ou espaços, não a subordinação permanente a uma hierarquia autoritária (a diferença entre ter autoridade e ser autoritário).

Outro ponto muito importante na matéria é a diferença entre educação familiar e educação escolar, cada qual em seu devido lugar e espaço. Hoje, muitos pais esperam que a escola faça seu papel, preenchendo o espaço deixado por sua ausência. A educação não se restringe a um espaço ou instituição, ela está em todos os atos da vida. Cidadania infantil, autonomia e respeito se constroem com a prática.

Conheça os carreirinhos de Urucuia

Em Minas, um pai que educa os filhos transmitindo um ofício, orientando as tarefas. Conheça os meninos que andam pra cima e pra baixo com uma miniatura de carro de boi.



2 comentários:

Anna Karine disse...

Muito legal a reportagem. Crianças como essas sao muito mais felizes do que aquelas que vivem nas cidades, trancadas em apartamentos e refens dos video games e internet.

PuLa O mUrO disse...

Olá Ana, muito obrigado pelo comentário.

Pois é, nas grandes cidades e ritmo de vida é diferente. Acredito que a internet e até mesmo os video games podem ser muito uteis na educação, depende justamente da utilidade que se dê a eles, a forma como a criança os utiliza. A escola tem obrigação de orientar as crianças neste sentido, assim como os pais. Mais importante: não se deve substituir a presença dos pais ou amigos pelos aparelhos eletrônicos, o que infelizmente acontece.

Uma dica: assita "Criança, a alam do negócio"... tem aqui no blog.

Grande abraço!

Júlio Canuto.