quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

'Tá afim de pedalar?

Se você está pensando em usar a bicicleta como meio de transporte, chega mais, que essa postagem é pra você!

por Leonardo André


Acabei de assistir a uma palestra de Ronaldo Balassiano, no site da CPFL Cultura, sobre o uso da bicicleta nas grandes cidades. Aliás, é uma palestra que divulgamos aqui no PoM por ocasião de sua realização na FAAP, que faz parte do projeto Brasil 2014 - Campo das Idéias, que discute a realização da Copa no Brasil. Fico feliz por saber que temos pessoas gabaritadas empenhadas em divulgar o uso da bicicleta em nosso país.

Porém, pra ser sincero, eu não acredito muito nessa ideia não. São pouquíssimas as pessoas conhecidas minhas que eu consigo imaginar pedalando uma magrela, como meio de transporte. Isso porque existe um contexto cultural de preguiça, antes mental até do que física, a dificultar essa mudança de atitude. Existe muito preconceito quanto ao uso das magrelas. Para muita gente, ter um carro é bem mais bacana, dá mais status.

Mas se você não é como a maioria das pessoas que eu conheço, saiba que não é preciso muito treino pra aguentar de 10 a 15 km de pedal. Tudo bem que uma distância maior que essa pode ser um empecilho. Porém, é bom saber que existe a possibilidade de conjugação modal, ou seja, você pode pedalar até uma estação do Metro, deixar a bike no bicicletário e seguir o caminho sobre trilhos.

E se você usa a desculpa de que usando a bike você vai chegar no trampo todo suado, o jeito é sair um pouco mais cedo de casa. De manhã o sol ainda está fraco, restando um pouco da brisa da noite. Pedale sem pressa, observando a vida nas ruas, ao seu redor. Tenha certeza que dentro de um ônibus cheio de gente você sua muito mais.

Mas, veja bem, se você empolgou-se com a ideia, tenha calma. Bicicleta é um meio de transporte de risco em cidades como São Paulo. Não basta aprender a se equilibrar sobre as duas rodas. A magrela tem que ser uma extensão do seu corpo. É preciso escolher uma bike confortável e mantê-la em boas condições de uso. Além disso, é preciso ter a ‘malícia’ do trânsito.

Mas não se assuste. Nada disso deve ser um obstáculo para um futuro ciclista urbano.

Para mais dicas importantes, a internet está cheia de pessoas bem intencionadas que adoram repassar seus conhecimentos. Um ótimo site, com dicas bastante úteis é o Vá de Bike. Nessa página você encontrará até o que o Código de Trânsito diz sobre os ciclistas.

Devemos andar na rua, no sentido dos carros e nos cantos da via (inclusive no esquerdo em caso de vias de mão única, embora geralmente isso seja bastante perigoso, sobretudo em avenidas de fluxo rápido):

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Mas a melhor dica mesmo, pra quem está afim de encarar as ameaçadoras ruas de São Paulo (e de qualquer outra metrópole) é participar de passeios noturnos. Em São Paulo existem vários grupos que se reúnem para pedalar durante a semana no período noturno. Eu saí por um tempo com o pessoal do Starbikers e a experiência pra mim foi muito boa. Pra quem está começando é bom andar em grupos grandes, pois dessa forma os motoristas se vêem obrigados a respeitar os ciclistas dando mais confiança aos iniciantes.

Você perde o medo e ganha uma cidade!

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Assista à palestra de Ronaldo Balassiano clicando aqui.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Trabalhando em casa, e agora desempregado, tenho andado muito a pé. O que pra mim é bom! Mesmo assim, não vejo a hora de comprar uma nova bike.

A propósito: que acha da ciclovia da Radial Leste? Já andou nela? É boa? É util?

Abraço.

Julio.

PuLa O mUrO disse...

Opa, grande Julio!

Cara, eu acho que as ciclovias são importantes em locais onde o trânsito é muito perigoso para os ciclistas. Uma ciclovia na Radial é muito útil, pois é muito arriscado dividir uma faixa da via com os automóveis, devido à intensidade do tráfego. Eu não utilizo, nem recomendo outros ciclistas a utilizarem, vias como a Radial, as marginais Pinheiros e Tietê, ou mesmo avenidas como a 23 de Maio. Esses são locais que eu considero pontos estratégicos para a construção de ciclovias. Eu procuro sempre rotas alternativas, com menos carros e menos subidas.

Sendo assim, considero sim bastante útil a ciclovia da Radial (mesmo ainda não tendo a utilizado). Mas será ainda mais útil quando houver bicicletários em todas as estações do Metro, o que de fato ainda não existe.

Abraço!

léo