quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A expansão do crowdfunding

por Julio Canuto

Uma boa notícia para começar o ano vem do caderno Link, do Estadão: o crowdfunding vem se expandindo no Brasil.

Para quem não sabe o que é, fica AQUI uma postagem de 09 de fevereiro de 2011, onde comentei sobre o Catarse, a primeira plataforma brasileira de financiamento colaborativo de projetos criativos. Na época, a plataforma havia acabado de ser lançada (inspirada no Kickstarter, criada em 2009 nos EUA) e contava com seis projetos, dos quais citei dois.

Pois o Catarse cresceu e só em 2012 foram 280 projetos financiados, com arrecadação de R$3,5 milhões.

Funciona assim: você tem uma ideia e precisa de grana para realizar. Faz um projeto, grava um vídeo e diz quanto precisa e em quanto tempo. As pessoas vão doando desde R$10,00 ou R$20,00 até quantias maiores. Se ao final do período o projeto conseguir o valor, o projeto é realizado e os contribuintes ganham brindes. Se não alcançar o valor, todos recebem o dinheiro de volta ou ficam com o crédito para financiar outro projeto.

Há ainda outros sites que oferecem o mesmo serviço. 

É muito bom saber que as pessoas estão utilizando sua grana também para apoiar projetos em que acreditam, até mesmo como alternativa a longa espera por recursos públicos para realizar projetos educacionais, culturais etc.

É muito bom quando o interesse coletivo prevalece!


A força do coletivo

  • 30 de dezembro de 2012|
  •  
  • 12h03|
  •   
Por Anna Carolina Papp
Crowdfunding se estabelece como um modelo viável de financiamento; um projeto chegou a receber US$ 10 milhões em doações
SÃO PAULO – No ano passado, talvez a palavra “crowdfunding” não lhe soasse familiar. Neste ano o cenário é outro: é possível que você já seja um apoiador de projetos ou já tenha financiado o seu próprio.
Foi um ano memorável para o modelo que, através de plataformas específicas, permite a arrecadação de um pouquinho de dinheiro de um monte de gente para colocar um boa ideia em prática. Plataformas estrangeiras como Kickstarter, Indiegogo e Rockethub levantaram quantias de até sete dígitos para viabilizar vários tipos de projetos.
Diego Reeberg, cofundador do Catarse, pioneiro no País, compara o modelo a um carro: “Em 2011, o desafio era ver se o carro ligava”, disse ele ao Link. “Já 2012 foi um ano de segunda e terceira marcha, com alguma tração e com o mercado se movimentando com segurança.”
Não é para menos. Em 2012, só pelo Catarse, foram financiados mais de 280 projetos com os R$ 3,5 milhões levantados. Música e audiovisual foram as áreas que se sobressaíram, com destaque para o financiamento do DVD da banda carioca Forfun, que levantou quase R$ 190 mil.
Na plataforma norte-americana Kickstarter foi a vez do hardware. Foram arrecadados mais de US$ 10 milhões para o relógio inteligente Pebble, seguido do console Ouya, com mais de US$ 8 milhões. Outro destaque foi o audiovisual. “Cinco filmes que financiamos foram indicados a premiações, e vários outros serão exibidos no Sundance Film Festival”, disse ao Link Justin Kazmark, que trabalha na área de mídia da plataforma.
Para ele, o sucesso de um projeto está ligado à criatividade do autor. “O Kickstarter propicia que o autor desenvolva um relacionamento próximo com seus apoiadores. Para um músico, não basta que seus fãs comprem seu disco na loja ou no iTunes. Queremos que ele tenha uma conexão com seus fãs, envolvendo-os no processo e dando aos colaboradores brindes criativos.”
Para 2013, Reeberg afirma que o objetivo é aumentar o alcance do Catarse, atraindo mais projetos de diferentes áreas (como moda, games e culinária), e expandir em outras regiões, sobretudo no Nordeste. Voltando à analogia do carro, ele prevê: “Acredito que 2013 ofereça espaço para darmos uma boa acelerada e muitos mais projetos serem financiados dessa forma”.

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Link para a matéria do Estadão: http://blogs.estadao.com.br/link/a-forca-do-coletivo/

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