quinta-feira, 25 de julho de 2013

O olhar alternativo de León Ferrari

por Julio Canuto
a partir de matéria da Folha de S.Paulo 
e imagens do site oficial do .


Já que o blog celebra olhares alternativos e dado o estardalhaço da visita do papa ao Brasil, segue matéria sobre falecimento de um dos maiores artistas plásticos argentino: León Ferrari. Após a matéria, algumas imagens de suas obras.

25/07/2013 - 11h05

Morre León Ferrari, 92, considerado o artista plástico mais importante da Argentina

SYLVIA COLOMBO
DE BUENOS AIRES
Morreu hoje, em Buenos Aires, aos 92, o artista León Ferrari, reconhecido por suas obras provocativas contra o governo militar e a Igreja, além de abordarem o sexo e o poder de modo original e inventivo.

Ferrari, que se exilou no Brasil entre 1976 e 1991 --durante a ditadura militar argentina (1976-1983)--, teve um de seus filhos desaparecidos por conta da repressão. Ele viveu em São Paulo e tem duas netas morando na cidade, Florencia e Anna.

Sua primeira individual foi em Milão, em 1955. Nessa época, fazia estruturas de madeira e aço e esculturas. Em 1965, ganhou prêmios por "La Civilización Occidental y Cristiana", um Cristo pregado num avião bombardeiro norte-americano. Em 2007, ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza.
Niels Andreas - 28.nov.1984/Folhapress
O plástico argentino Leon Ferrari
O plástico argentino Leon Ferrari

Suas obras causaram várias polêmicas. Uma delas foram as duras críticas por parte da Igreja, comandada pelo atual papa Francisco, de uma retrospectiva sua no Centro Cultural Recoleta, em 2004. Grupos de seguidores entraram e atacaram as obras.
Divulgação
A escultura "A Civilização Ocidental e Cristã", do León Ferrari, considerado o artista plástico mais importante da Argentina
A escultura "A Civilização Ocidental e Cristã", do León Ferrari, considerado o artista plástico mais importante da Argentina

"É um horror, é um horror", disse à Folha Ferrari, diante da notícia sobre a eleição de Jorge Bergoglio, hoje conhecido como papa Francisco. "Vai ser um papa muito autoritário, com certeza".

Nos últimos tempos, Ferrari, já doente de câncer, não assistiu à abertura da mostra em sua homenagem atualmente em cartaz no instituto cultural da ESMA, ex-centro clandestino transformado em museu de direitos humanos.


Algumas obras de Leon Ferrari: http://leonferrari.com.ar/





Nenhum comentário: