terça-feira, 2 de setembro de 2014

O Brasil e os estados brasileiros em números

por Julio Canuto

Na ultima sexta feira, 29 de agosto, o IBGE publicou a 22a edição do estudo Brasil em números, publicação anual que traz dados sobre diversos temas: território, população, habitação, saúde, previdência social, educação, trabalho, participação política, preços, contas nacionais, agropecuária, indústria, energia, comércio, transportes, turismo, comunicações, finanças, comércio exterior, ciência e tecnologia, governo, meio ambiente. Todos com análises de professores, técnicos e pesquisadores, com tabelas e gráficos, onde fica evidente que os dados de um tema influenciam os demais. Na maioria dos temas, os dados vão até 2012, mas em alguns há dados até de 2013.

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Apesar de ser uma publicação anual, este ano ela ganha ainda mais importância pelas eleições estaduais e federais. A exemplo do que ocorre com outros estudos, tais como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD Contínua (este ano, devido a greve dos trabalhadores do instituto, teve seu lançamento adiado para novembro), estas publicações trazem importantes informações que deveriam chamar a atenção dos candidatos e da população em geral. Me refiro especificamente aos problemas estruturais, que envolvem planejamento e investimentos imediatos, mas com resultados a longo prazo. 

Um exemplo é a informação, de extrema importância, divulgada na PNAD contínua do 4o trimestre de 2013, com relação ao nível de instrução das pessoas com 14 anos ou mais de idade, ou seja, em idade de trabalhar: no Brasil, 41% não haviam completado o ensino fundamental, com quadro diferenciado por regiões, como segue: Nordeste, 51%; Norte, 47%; Sul, 39%; Centro Oeste, 38%; e Sudeste, 35%. Por outro lado, apenas 11% dos brasileiros em idade de trabalhar haviam concluído o ensino superior, sendo que no Sudeste encontra-se o maior percentual: 13,4%, enquanto que o Nordeste apresentava o pior resultado: 6,5%.

Esta constatação envolve não apenas o tema Educação, mas diretamente os temas educação profissional, trabalho, renda e, por consequência, tem influencia sobre o crescimento, desenvolvimento, condições de vida e até mesmo na violência. Demanda intenso trabalho de quem pretende governar o país, sabendo de antemão que os resultado só virão a longo prazo, possivelmente fora de sua gestão. Por isso chamei de "problema estrutural".

Durante este mês iremos destacar alguns dados e trechos de análises que consideramos muito importantes e que gostaríamos que estivesse sendo tratado nos debates.


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