segunda-feira, 16 de maio de 2016

A Psicologia moderna fazendo a sua parte para produzir uma massa de Ovelhas Obedientes



Dylan Charles, Editor/Waking Times*
Leonardo André, tradução


A PSICOLOGIA MODERNA TORNOU-SE A CIÊNCIA DO DESEMPODERAMENTO?


Você já não tem que ser um psiquiatra de boa-fé para prescrever medicamentos que alteram a mente e o humor para pacientes jovens e velhos, visto que qualquer clínico geral está autorizado a experimenta-los em seus pacientes. Isso ajuda a explicar por que cerca de 78 milhões de americanos estão atualmente tomando medicamentos psiquiátricos, cerca de 25% da população dos EUA. O que veio primeiro o diagnóstico ou a pílula?

A psicologia é o estudo do comportamento e da mente, mas o papel que desempenha na produção em massa de ovelhas obedientes é cada vez mais evidente.

Em 1961, bem depois do advento do lítio e thorazine, o psicólogo Stanley Milgram realizou o que se tornou um dos mais famosos experimentos psicológicos do mundo. Supõe-se tão crítico quanto à nossa compreensão da natureza humana que é ensinado em quase todas as classes de psicologia.

A Experiência de Miligram, como é conhecido, é saudada como um marco na nossa compreensão de como a ética das pessoas pode mudar drasticamente quando a responsabilidade por suas ações é cedida para uma figura de autoridade, como um 'expert' ou um líder. Intrigado com o papel dos militares nazistas nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, Milgram queria saber o quanto de coerção é necessário para uma pessoa infligir voluntariamente danos a outra pessoa.

“Ele pediu que voluntários aplicassem um choque elétrico em um estranho. Sem o conhecimento dos voluntários, não havia choque e as pessoas castigadas eram atores fingindo estarem terrivelmente feridos, fingindo ataques cardíacos. Milgram descobriu que a maioria das pessoas continuaria a aplicar os choques desde que orientados por uma pessoa vestida com um jaleco de laboratório, mesmo acreditando que a vítima estivesse gravemente ferida. Apenas uma pequena percentagem dos voluntários se recusou”.

A conclusão sugerida é que as pessoas são inerentemente incapazes de pensar por si mesmas quando desempenham um papel secundário em alguma hierarquia autoritária, tais como o papel das pessoas em um mundo controlado pelo Estado.

Os resultados passaram a ser conhecimentos aceitos em nossa compreensão de como as pessoas comuns podem infligir danos extraordinários sobre outras pessoas, mas a discussão desta experiência raramente trata do fato de que muitas pessoas resistiram à experiência, concentrando-se em reforçar o lado mais obscuro, mais indefeso da natureza humana. O exame subsequente do estudo de Milgram, no entanto, revela uma série de falhas práticas e éticas que praticamente desacreditam todo o experimento, mas este exemplo particular é citado repetidamente como um fato sobre a natureza humana, quando é tudo menos isso.

Em minha opinião, os dissidentes são mais dignos de publicidade do que os conformistas.

Com base nas ideias expostas por Milgram, um estudo recentemente realizado na University College of London pelo neurocientista Patrick Haggard e seus colegas foi lançado e promovido com a manchete "É realmente fácil forçar as pessoas a serem más".

Esta nova abordagem para confirmar a tendência de seguir as ordens foca este aspecto do comportamento sob a perspectiva da neurociência, com o objetivo de definir os diferentes processos fisiológicos que ocorrem, nos distanciando ainda mais da individualidade, do livre arbítrio e da consciência humana.

"Os estudos de Milgram e outros relacionados ignoram e explicitam medidas da agência, que são conhecidas por serem tendenciosas pelas normas sociais.
"Em dois experimentos, foi pedido a um voluntário para iniciar uma ação que causava algum tipo de sanção financeira ou choque elétrico comprovadamente doloroso a seu coparticipante, aumentando assim o seu próprio ganho financeiro. A coerção aumentou o intervalo percebido entre ação e resultado, em relação a uma situação onde os participantes escolhiam livremente provocar os mesmos danos. Curiosamente, a coerção também reduziu o processamento neural dos resultados da própria ação. Assim, as pessoas que obedeceram a ordens puderam subjetivamente experimentar suas ações como mais perto de movimentos passivos do que ações totalmente voluntárias. Nossos resultados destacam a complexa relação entre os mecanismos cerebrais que geram a experiência subjetiva de ações voluntárias e construções sociais, como a responsabilidade.
"Quando agimos seguindo ordens, nos sentimos menos no controle dos resultados de nossas ações. Nos sentimos menos responsáveis. A experiência é tão profundamente diferente que nosso cérebro realmente a processa de forma diferente".

Pensando além do blablabla acadêmico, eles estão levando o experimento Milgram a outro nível, dizendo que a obediência é resultado natural de processos neuroquímicos do cérebro, excluindo cientificamente a soberania pessoal a partir da equação.

A conhecida psicóloga britânica e autora, Susan Blackmore, confirma isto com suas observações sobre o papel da consciência humana em memética, o estudo de como as pessoas replicam o comportamento testemunhado em outros:

"A consciência é uma ilusão construída pelos memes. Memética parece sugerir que nós, seres humanos somos máquinas, o que não costuma agradar muito as pessoas. Claro que somos máquinas, somos máquinas biológicas. Mas as pessoas não gostam disso. O livre-arbítrio e a consciência são ilusões, e o eu é um complexo de memes. As pessoas não gostam disso. A minha opinião é que, se esses fatos são verdadeiros, não importa se gostamos ou não”.

Tudo isso é uma redução extrema do comportamento humano, descaradamente omitindo a totalidade dos fatores sociais contemporâneas que levam as pessoas a terem muito medo de agir de acordo com suas próprias consciências. Controle da mente, engenharia social, programação de entretenimento/violência, medo vendido noite e dia, fluoretação em massa, guerra eletromagnética, e assim por diante. Nenhum desses fatores reais são apontados como influenciadores.

Eles estão tentando normalizar socialmente a mensagem de que somos seres humanos não-livres, que estamos psicologicamente e biologicamente obrigados a fazer o que estamos programados a fazer, induzindo-nos a concordar consciente e inconscientemente que nos tornamos obsoletos e à disposição de forças além do nosso controle individual.

Eles estão dizendo que somos realmente robôs.

Eu não gosto disso, mas de acordo com Blackmore não importa já que eu não tenho livre arbítrio e minha consciência é apenas uma ilusão.

Agora, de volta a medicamentalização como o caminho prescrito para a felicidade. A Associação Psiquiátrica Americana tem escrito para si uma Bíblia dos tipos, o DSM-5, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - 5ª Edição. Expõe cada doença mental reconhecida oficialmente a que eles foram capazes de chegar, e para cada nova edição lançada, são adicionados e codificados novos “distúrbios”, restringindo ainda mais a gama aceitável dos comportamentos humanos.

Esta é a razão pela qual é socialmente aceitável para 25% da população ser dependente de medicações psicotrópicas. Esta é a ciência da produção em massa de ovelhas obedientes que fugirão do pensamento livre, rebanho que abraça, pensa e concorda com todo o mal do estado. Este é o fundamento do Admirável Mundo Novo.

"Alguns acreditam em coisas porque foram condicionados a acreditar nelas." - Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo

*Clique aqui para ler o artigo original: Wakig Times. 

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Sobre o autor

Dylan Charles é aluno e professor de Shaolin Kung Fu, Tai Chi e Qi Gong, praticante de ioga e artes taoístas, e ativista e idealista apaixonadamente engajado na luta por um mundo mais justo e sustentável para as gerações futuras. Ele é o editor de WakingTimes.com, o titular de OffgridOutpost.com, um pai grato e um homem que procura iluminar os outros com o poder de inspirar informação e ação. Ele pode ser contatado pelo wakingtimes@gmail.com.

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